30 de agosto de 2015

Castelos de Areia

Pena que dissolvem, os tais castelos; sob o sol quente a areia esfolia e pele e ao mesmo tempo dá forma a uma moradia fantástica. Quem viverá em nossos castelos? Por quanto tempo? Como lidar com a queda depois da ascensão? São perguntas que fazemos o tempo todo porque convenhamos: apesar de belos as construções de areia são preocupantes.
Quando criança fazia muitos castelos de areia, quem via não dizia que era castelo, alguns achavam que eram bonecos, outros achavam que eram grandes poços e a maioria dizia que era uma grande bagunça, estavam todos errados. Não se analisa um bom castelo de areia por suas partes, mas pelo conjunto. Eram bagunçados, mal projetados e assustadoramente instáveis, mas eram meus castelos, e eu os adorava.
Como vencer o invencível medo de perder aquilo que é construído? Não é possível, mas continuar tentando é importante. Tentativa e erro são relevantes para que nos tornemos mais astutos, principalmente no que diz respeito ao social. Associando a metáfora de castelos de areia a relacionamentos pensemos o seguinte: você acabou de sair do seu terceiro namoro fracassado em menos de dois anos; game over – tentar outra vez? Sim, porque o melhor de nós também é o pior, e vice-versa. São as experiências ruins que posteriormente nos encaminham para as boas; a vida é um ciclo.
Ascender é belo e decair é preciso.

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