O que Satisfaz a Alma é Verdade
A gente acorda cedo e pensa nas coisas. O sol demora para nascer, a coloração rósea do céu dá voz ao desejo e transborda tudo aquilo que nos esforçamos para ocultar ao longo do dia.
Eu desejo não desejar. Pela manhã estou sozinho, e é assim que gostaria de permanecer, mas não posso. Não posso porque me atraem os debates e os debatedores (principalmente os debatedores), as polêmicas, os sentimentos exaltados, tudo o que faz do exercício da humanidade complexo me atrai.
Talvez por isso eu me acostumei a sofrer. Para entender o outro é preciso que nos entendamos primeiro, como fazê-lo? Não sei, não há uma receita, nem mesmo sei se me entendo direito, vivo há pouco tempo para ser completo senhor de mim, mas acredito já dominar boa parte.
Eu grito para mim mesmo quem eu quero ser, não adianta, a minha surdez não impede a minha alma de colidir com as imposições do físico. A minha alma é um tanque de guerra, grandiosa e inexorável, por mais violentada e agredida que possa ser, permanece avançando. Movido por um espírito surpreendentemente resiliente eu avanço e raramente volto atrás.
O espírito é, mais do que nunca, verdadeiro no desejo de seguir em frente, de nunca ser parado. A locomotiva da alma raramente faz concessões. Para que censurá-la com os míseros limites do físico?
Eu desejo não desejar. Pela manhã estou sozinho, e é assim que gostaria de permanecer, mas não posso. Não posso porque me atraem os debates e os debatedores (principalmente os debatedores), as polêmicas, os sentimentos exaltados, tudo o que faz do exercício da humanidade complexo me atrai.
Talvez por isso eu me acostumei a sofrer. Para entender o outro é preciso que nos entendamos primeiro, como fazê-lo? Não sei, não há uma receita, nem mesmo sei se me entendo direito, vivo há pouco tempo para ser completo senhor de mim, mas acredito já dominar boa parte.
Eu grito para mim mesmo quem eu quero ser, não adianta, a minha surdez não impede a minha alma de colidir com as imposições do físico. A minha alma é um tanque de guerra, grandiosa e inexorável, por mais violentada e agredida que possa ser, permanece avançando. Movido por um espírito surpreendentemente resiliente eu avanço e raramente volto atrás.
O espírito é, mais do que nunca, verdadeiro no desejo de seguir em frente, de nunca ser parado. A locomotiva da alma raramente faz concessões. Para que censurá-la com os míseros limites do físico?
Às vezes é preciso sair para encontrar o que se tanto procura. Ficar só, não ter um destino fixo ou um ponto de retorno, em meio a este caos é comum encontrar a estabilidade, ainda que para o outro a sua definição de estabilidade seja o caos. Viajar é preciso, alimentar a alma, sair de nós; cortar raízes, flutuar para além do invólucro do preconceitos e construir um você a partir da vastidão explorada.
Precisamos mudar quando a alma sente fome, de gente nova, de lugares novos. Quando a alma quer engolir o mundo a gente muda, viaja, some ou reaparece.


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