26 de junho de 2015

Pedido de Amor



Quinhentas mensagens e nenhuma carta de amor.

Nenhuma garantia de estabilidade.

Nenhuma certeza de final feliz.



Te vi outro dia, rindo, conversando; te vi feliz.

Suspeitei. De você, da tua companhia, do teu sorriso.

Para que gastar sorrisos senão comigo?

Não vejo necessidade.



Não vejo necessidade também que os nossos olhares se percam.

E nos reencontremos alheios um dos outros.

Ainda que lado a lado.

Não vejo necessidade da nossa solidão a dois.



Apesar de que você continue dizendo que as coisas estão bem.

Eu preciso lhe corrigir.

O problema não são as coisas, o problema sou eu.

Eu não estou bem.



Não estou bem com a sua dispersão.

Não estou bem com a leveza que você encara tudo.

Não estou bem com o seu desapego.

Não estou bem.



E não venha tentar me silenciar dizendo que eu estou exagerando.

Sim, eu estou exagerando, mas eu preciso exagerar.

Exagero porque a tua calma me sufoca.

E tua ausência me envenena.



Exagero para que me note mais.

Para que largue dos outros e volte para mim.

Ou será que você nunca esteve aqui?

Eu esqueci, o coração não.



O meu coração monogâmico não aguenta as suas liberdades

Os seus olhares e os seus toques.

São demais para que eu não sofra.



Peço que volte ou saia de vez.

Peço que olhe mais para mim e menos para o mundo.

Porque aos poucos o mundo dentro de mim tem ruído.

E você nem percebeu.

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