Nós Dois, Nós Três, Vocês Dois
Eu o vejo, neste período do tempo, solitário, gélido, silenciosamente histérico. Sentava-se nos cantos e vislumbrava janelas como quem vê o fantástico, ou pelo menos o imagina. Inicialmente era só ele, depois éramos nós dois, depois nós três, depois eles dois.
Eu não sei ao certo em que momento as coisas tornaram-se tão estranhas, quando começamos a nós perder, provavelmente não conseguiria identificar o momento, provavelmente não conseguiria dizer muita coisa sobre absolutamente nada, tenho uma percepção debilitada sobre as coisas, mas uma certeza tenho: Ele continua só.
Passo pela rua e os encontro, eles não me reconhecem mais, ou pelo menos ignoram a minha existência, não são um casal, são dois indivíduos competindo pelo controle do outro, talvez por isso preferiram um ao outro, são viciados em adrenalina, em conflitos, talvez a minha natureza não combine com os impulsos, com os imperialistas emocionais.
É triste reconhecer a perda, é triste ser quem sofre sozinho, mas términos acontecem, assim como começos.


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