9 de agosto de 2015

Considerações Dominicais: Gente, Pra Quê Tanto?

Eu tenho conhecido muitos extremistas. Alguns são tão metidos a revolucionários que perdem todo o senso comum, outros odeiam todas as minorias, alguns odeiam mesmo sendo minorias. Eu definitivamente não ando com esse pessoal que odeia todo o mundo, mas tenho me questionado: será que eu sou tão revolucionário assim?
A resposta para a minha questão tem chegado aos poucos. De pouquinho em pouquinho me convenço de que pessoas absolutamente idealistas também não me servem. Não quero ter razões lógicas para sentir algo, para gostar das coisas, e principalmente não quero desgostar de algo ou alguém apenas pelo deste ser norma. Eu brindo as soluções alternativas, mas quando tudo é alternativo, este se torna norma, e eu não gosto de normas. 
Basta!
Não gosto de que me digam o que eu devo fazer ou as coisas que eu devo gostar, eu quero pensar, analisar e chegar a conclusões sobre o que eu acho por conta própria, você pode argumentar e tentar me convencer, mas não me diga o que fazer e como fazê-lo. 
Acho que as pessoas são muito radicais. Mas eu entendo o extremismo; a gente se torna extremista quando tem medo, de desaparecer, de tornar-se invisível, de ser agredido, de sofrer, os medos podem ser diferentes, mas no fundo tudo vem do temor. Eu tenho muito medo, de muitas coisas, mas vivi muitas situações e convivi com muitas pessoas que me ensinaram a deixar de me levar pelo medo; dramático como sou, me desesperava facilmente.
Nesta minha fase, de medos, eu era bastante extremista com várias causas que acreditava, mas o tempo passou e eu precisei me tornar mais maleável, não dá para viver de paranoia e planos utópicos, seria maravilhoso se desse, mas não dá.
Gosto de muitas pessoas e coisas diferentes. Eu não me levo tão a sério, eu rio das coisas, faço piadas sobre a vida e principalmente sobre a minha, é um mecanismo de defesa de várias coisas que me atormentam ao longo do dia.
Não gosto de gente que se leva muito a sério, que acha que tudo tem que ser uma discussão, às vezes eu só quero alguém pra rir de alguma besteira que muitas vezes não perece engraçada, outras eu quero falar das políticas econômicas europeias.
Tem muito ar no meu mapa astral, eu gosto de conversar e de ter devaneios, é uma coisa minha. Eu falo muito, eu encaro pessoas quando nem estou pensando nelas, eu escorrego toda hora quando chove (e rio disso), eu nunca sei quando alguém tá olhando pra, demoro pra perceber quando me chamam. Eu sou assim, e por incrível que pareça eu tenho gostado muito de ser assim, principalmente neste ano.
Sei que o texto começou com uma proposta completamente diferente, mas precisei mudar o foco, outra coisa que faço constantemente. 

"Eu não preciso de um garoto para prestar atenção em mim, eu mesma
presto atenção em mim."
Vejam bem, comecei este ano determinado a me apaixonar. Me apaixonei umas três vezes, ou talvez duzentas. Eu gosto de tantas pessoas e de tantas coisas ao longo do dia que eu perco a conta e no outro dia nem me lembro. Só por uma pessoa senti a necessidade de possessão, de restringir a liberdade, me senti mal por isso, afinal é contra tudo que eu acredito; mas essa pessoa me fazia sentir bem insegura e me despertava algumas memórias de trauma, talvez foi isso, mas prestem atenção: foi.
Me apaixonei por mim mesmo, há pouco tempo. Não é como se não gostasse de mim antes, mas agora tenho pensando muito em mim, algumas vezes na pessoa que lhes falei, porque apesar de sentir a necessidade de possessão bem menor, ainda gosto muito dela. Não sei se me compartilharia com ela, uma decisão muito importante, que antecede todos os relacionamentos românticos. Todos os namoros que terminam rapidamente, acabam porque uma das partes decidiu não se compartilhar.
"Será possível estar apaixonada por 25 pessoas de uma vez?"
Às vezes eu penso: será que um namoro é o que eu preciso? Será que o que aquele casal tem daria certo para mim? Provavelmente não. Vocês se perguntam: Como uma pessoa tão estável e decidida não consegue dar certo com ninguém? Eu queria não saber, mas infelizmente me conheço muito bem. Eu mudo muito, de humor e de gostos, não consigo imaginar ninguém com disposição para mim.
Não quero que me possuam. Não quero que me deixem completamente livre. Quero que me perguntem: O que você quer, Pedro? E eu responderei: Não sei, volte amanhã, talvez eu tenha uma resposta. Eu nunca vou ter uma resposta, e quem tiver paciência para nunca ter uma resposta fixa será feliz para sempre comigo.
Eu não consigo me ver num casal. Porque eu nunca fui cativado. Até pelas pessoas por quem me apaixono perdidamente, não fui cativado e não me imaginei junto delas. Me preocupo, mas esqueço rápido de me preocupar, e no dia seguinte nem lembro mais de estar preocupado.
Não tenho mais o que escrever. Tomei umas decisões (fiz até lista), entre elas estão: ficar sozinho; ser produtivo. Nem preciso falar que ficar sozinho tem sido muuuuito fácil, agora produtivo, é uma história completamente diferente...


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