12 de julho de 2015

Considerações Dominicais: Volúvel? Eu?


“Pedro, eu nunca sei o que você quer, uma hora você adora a todos, na outra odeia. Se decida. Eu quero te ouvir, te ajudar, mas assim é difícil demais, porque logo após se queixar de uma coisa você também se queixa do oposto, no fim acaba odiando a tudo. Não sei o que lhe dizer sem ser: decida-se! ”
Foi mais ou menos o que uma amiga me falou no começo desta semana quando me sentia extremamente aflito, e não estava aflito por causa de paranoias pré-vestibular, mas porque tenho sentido bastante medo de estar sozinho, e apesar de ter amigos tenho medo da solidão romântica. Meus relacionamentos tendem a fracassar, é um fato.
No momento gosto de alguém, mas não tenho certeza se esse alguém gosta tanto de mim, e aos poucos o que poderia ser um belo relacionamento tem sido morto pela dúvida. A minha dúvida me faz desgostar dele mais e mais, e a ausência de estímulo nem se conta. Estímulo influencia, a ausência dele mais ainda. 

Eu queria ser, desesperadamente, a tal da Suzanne, mas não sou. Frustrante.
Todos de quem gostei sumiram eu duas semanas. Não se enganem, quem sumiu com eles fui eu. Mas desse daí tenho gostado há mais de dois meses, então talvez seja por isso que ele persista em não sumir, sinto que se eu pedisse para acabar com o que quer que tenhamos ele não hesitaria, mas o problema não é ele, sou eu; ainda não chegou o tempo em que eu o abandonarei.
Eu pensei muito nisso esta semana. No momento em que escrevo este texto é uma noite de sábado (quão deprimente é escrever lamentações num sábado?), e até antes de começar a escrever não estava pensando nele, resolvi escrever um “Considerações Dominicais” e a nossa questão simplesmente surgiu. Sinto que as coisas estão a caminho de se resolverem, e não me parece trágico o nosso final, não aconteceu, não acontecemos.
Quatro parágrafos - praticamente uma dissertação dramatizando algo que mal começou. Metade de mim é prolixa, e a outra é dramática, se você já leu outros textos de minha autoria deve estar acostumado com esse estilo, aliás tudo nesta vida é uma questão de estilo, não é mesmo? Estilo e norma tem andado junto demais no dia a dia, estou cansado de ver gente me dizendo todas as coisas que deveria fazer para ser como eles. 
Um sonho: Me cercar de gente que prefere se auto afirmar a defender a identidade de um grupo. 
Fora isso não tem tanto o que escrever sobre mim, não estou cansado, voltei agora de um recesso extremamente ocioso, estou ótimo, pelo menos fisicamente. As mudanças de humor só acontecem com mais frequência durante as crises, principalmente quando o causador sou eu, ou pelo menos quando eu absorvo a culpa de tudo. 
Uma tendência: Implosões diárias; lágrimas invisíveis rolam pelo meu rosto e mantêm a pele hidratada, não aparento estar ressecado, mas estou, e muito.

Essa foi bem forte né? Eu não estou tão mal assim, mas não abro mão das minhas metáforas (minha professora de redação que o diga), e elas tendem a ser bem melancólicas.

Nada mais a acrescentar além de um conselho: Se você for que nem eu, alguém extremamente imaginativo, inseguro, dominador, e volúvel, ache um ponto de foco e nunca o perca. É difícil para nós lidar com o que não está planejado, tendemos a somatizar os conflitos. Vamos fazer um acordo de tentar ser mais constantes e não cobrar tanto de nós o tempo todo.
A palavra do mês é: serenidade.

PS: Se lembram de quando eu fiz o post sobre estar apaixonado? Parece que o jogo virou não é mesmo?

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