O Que Eu Sinto
*suspiro* Estou aprendendo a lidar com sentimentos, ou melhor exteriorizá-los, afinal sempre lidei com eles, só nunca de uma forma saudável. Como "escritor" eu tenho uma tendência a terceirizar angústias, isto é: criar personagens tão problemáticos quanto eu e fazê-los passar por situações similares às minhas, não é a toa que a minha narrativa é cheia de detalhes, nada é 100% fictício, infelizmente também contém realidade. Aos que ouvem meus relatos terceirizar angústias, sentimentos, parece ser uma ótima maneira de administrar essas incessantes emoções, mas há uma grande diferença entre teoria e prática.
Eu acabei desenvolvendo uma espécie de bloqueio em função das incontáveis terceirizações, para mim é difícil falar que o meu coração está partido, que eu me sinto enjoado, cansado do cotidiano, mas é muito fácil criar uma personagem e direcionar todas as minhas emoções para ela...Não sei se vocês entendem, mas é bem assim que as coisas têm acontecido.
Tendo dito o que eu tenho feito resolvi escrever diretamente o que tem acontecido, o que tenho sentido, sem intermediários.
Em primeiro lugar quero falar da relação expectativa x realidade e o amor. Eu sou muito idealista, em relação a relacionamentos, oportunidades, amigos, tudo, eu espero demais das coisas e das pessoas, é como se não houvesse algo ou alguém no mundo que se enquadraria no que "sonho", e de fato não há. Tenho tentado aceitar que não existe ninguém perfeito ou suplementos emocionais, me dizem que este processo de aceitação faz parte do amadurecimento, foi aí que percebi que amadurecer é sofrer. Ainda falando sobre amor, também me aterroriza a ideia de nunca achar a pessoa certa, alguém que persistirá em meio à minha súbita mudança de humor, à superficial acidez, alguém que persistiria por mim, que se apaixonaria por alguém que impõe tantas barreiras para o seu íntimo.
E tenho todos os medos de estudantes que estão perto do final do 2º grau, com direito a escândalo em relação a vestibular e dramas adolescentes, mas não preciso discorrer a respeito destes medos, não diferem em nada do que se vê em filmes e séries.
Bem...Acho que foi uma boa maneira de começar a falar desses sentimentos de uma forma direta, talvez eu faça mais posts falando sobre novos sentimentos ou velhos, ou misturas, não sei ao certo...Esperarei sentir, provavelmente escreverei sobre, mas deixar fluir por este blog é a real decisão a se tomar.


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