Não Queria Escrever Poemas Então Evoquei Dilemas
A Agonia de não saber ao certo se as minhas suposições (nas quais quero perdidamente acreditar) virarão história, e quando me refiro a histórias não falo das de Antonietas e Reis Sóis, mas das minhas próprias, dos meus dias de fevereiro, março, abril... Mas só de saber um tantinho (não precisava ser spoiler, apenas um snippet) da semana que vem estaria mais que satisfeito.
Tentei escrever algum poema, tenho muitos meio poemas desta semana, mas nunca lhes dei as metades restantes, como poderia eu, metade poeta e metade vazio, entregar algo por completo? Procuro alguma zona de conforto, algum assunto de pleno domínio, não encontro. Só o que me restou como tema foi a incerteza de meus encontros, de meus poemas e histórias, este inconstante estar.
Queria escrever, sim, mas precisava parar e pensar bem, sobre tudo que incompleto que deixava para trás, então resolvi ser mais objetivo (coisa que raramente sou), alguns poemas foram descartados, outros terminados e alguns tornaram-se rascunhos de rascunhos (vivem apenas em minha memória). Mas e quanto às incertezas da minha história? Da semana que vem? Do mês que vem? Depende só de mim? Infelizmente não. Mais cedo ou mais tarde a gente acaba aprendendo que ninguém é uma ilha, para mim foi pelos meios mais doloroso, mas (aparentemente) efetivos que me fizeram desconstruir as enormes muralhas de ar que tenho me dedicado tanto em construir por tanto tempo.
Barreiras, mais cedo ou mais tarde trazem a solidão.
De ilha passei a península e tenho lutado para tornar-me continente (quem sabe um dia viro pangeia?) e para parar de sofrer com previsões de futuros alternativos.
Brindo às soluções alternativas, mas não aos futuros, alternativos, às possibilidades que não foram, esses tento nem pensar.
Brindo às soluções alternativas, mas não aos futuros, alternativos, às possibilidades que não foram, esses tento nem pensar.


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