23 de fevereiro de 2015

Prólogo: Desconstruindo Lola

Gostaria de lhes apresentar a minha nova série, Desconstruindo Lola. Eu a escreverei em paralelo com Y e todo o conteúdo, a novidade é que as histórias provavelmente vão ser publicadas por completo aqui no blog, mas continuarei postando no tumblr (caso prefiram acompanhar por lá).
O trecho a seguir é curto, mas essencial para que o haja o entendimento adequado de Lola, uma jovem mulher que lida com o crescimento das mais diversas formas, e lida com as lições que a vida tenta lhe ensinar de forma visceral, por isso sofre, porque tenta aprender o melhor jeito de crescer, de chorar um pouco menos nas noites frias.
Como sempre a personagem é complexa, mas diferente da minha querida Y, Lola é emotiva, e vive num universo completamente diferente, mas a tristeza não faz distinção sexo, cor ou religião, não é mesmo?

"É entardecer, o sol abdica de seu opulento brilho para tornar-se ator secundário noite adentro. Algumas crianças comem algodões-doces das mais diversas cores enquanto brincam e fingem ignorar seus pais, que já impacientes as chamam para ir embora; Há patos na lagoa, passeando juntos pela água dourada, tudo seria lindo, pacífico, se não fosse por um elemento destoante desta estética, uma moça recostada na estátua do fundador da cidade, inconsolável, debulha-se em lágrimas, exala um desespero latente, e enquanto a luz irradia sobre seus cachos olha para o chão e encara uma das rosas, já murcha, do buquê que segura, esta é Lola"

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